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Comorbidade

No Paraná, 17% dos mortos pela Covid tinham diabetes

As equipes de saúde também constataram obesidade, em 6,4% dos pacientes que morreram.

Postado em 26/06/2020 às 13:49

(Foto: Reprodução/Pixabay)

Desde o início da pandemia, especialistas relacionaram a obesidade e o diabetes como fatores de risco para a Covid-19. Eles estão diretamente ligados com a evolução da doença e aumentam as chances de quadros mais graves.
Conforme dados do boletim da Covid-19 divulgado pela Secretaria de Saúde do Paraná no 23 de junho, o estado acumula 510 mortes causadas pela doença. Este mesmo boletim traz um perfil das comorbidades nos óbitos por Covid-19 no Paraná, considerando o número de parcial de 350 mortes, referente ao dado disponível nos sistemas nesta data sobre a presença de doenças pré-existentes nos pacientes. 
Deste total de 350 mortes, em 63% delas havia o registro de comorbidades nos pacientes. A principal delas é a hipertensão arterial sistêmica (86 mortes, o que representa 25% do total). Na segunda posição está o diabetes mellitus, que estava presente em 59 casos (17% do total). As equipes de saúde constataram obesidade em 22 pacientes que morreram por Covid-19 (6,4% do total).
A médica endocrinologista Maria Augusta Karas Zella, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia - Regional Paraná, explica que o diabetes altera a imunidade e gera uma maior propensão à infecção, de um modo geral. Este contexto se junta às características da própria Covid-19, que afeta o metabolismo da glicose, entre outros efeitos.
 "O coronavírus tem uma penetrância no metabolismo do açúcar. A Covid-19 está relacionada ao aparecimento de diabetes até mesmo em quem não tinha diabetes, alterando glicemia em jejum. Quando vamos observar o quadro de diabetes nessa população, esses pacientes não tinham histórico de diabetes. Sem ser diabético, a Covid-19 já piora no metabolismo; o quadro em um paciente com diabetes leva à descompensação da doença", explica.
Por isto, pacientes com diabetes podem ter uma evolução a um quadro mais grave da Covid-19, especialmente se não estiverem com a doença previamente controlada. De acordo com a médica, um trabalho publicado na França, a partir de dados de 53 hospitais daquele país, mostrou que um a cada 10 diabéticos que internam por Covid-19 morreu após uma semana de internamento e 20% dos pacientes diabéticos necessitou de ventilador nesse mesmo período. O levantamento reuniu as informações de 1,3 mil diabéticos, a maioria com o tipo 2 da doença.

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