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OPERAÇÃO AURORA

Operação apura suspeitas de tortura e cárcere privado em clínica na região

Ação do MPPR prendeu temporariamente o proprietário da clínica e encontrou outra pessoa em flagrante por posse ilegal de armas e munições

Publicado em 16/09/2026 às 09:44

(Foto: Reprodução/O Presente)

Uma operação do Ministério Público realizada na data de ontem (15), apura possíveis crimes de tortura, sequestro e cárcere privado contra dezenas de mulheres internadas em uma clínica terapêutica de Terra Roxa.

Denominada Operação Aurora, a ação resultou no cumprimento de um mandado de prisão temporária contra o gestor e proprietário do estabelecimento. A ordem judicial tem prazo de 30 dias.

Também foram cumpridos mandados de busca e apreensão domiciliar e pessoal em cinco endereços, incluindo a sede da clínica, residências dos investigados, uma propriedade rural e veículos.

Durante as diligências, outro homem foi preso em flagrante por posse ilegal de armas de fogo e munições. 


Segundo o Ministério Público do Paraná, a clínica mantinha aproximadamente 72 mulheres internadas, entre elas pessoas com deficiência.

Há indícios de que muitas permaneciam no local contra a própria vontade e eram impedidas de sair.

As investigações apontam que as pacientes eram submetidas a um regime disciplinar punitivo, com aplicação de castigos, suspensão de visitas familiares e trabalho compulsório.

Ainda conforme o MPPR, também é investigado o possível uso forçado de medicamentos sedativos, chamados de “Danone” dentro da clínica.

As substâncias seriam administradas com o objetivo de deixar as internas inconscientes.

O procedimento apura ainda possíveis casos de omissão de socorro médico. Há relatos de que as mulheres eram ameaçadas e obrigadas a permanecer em silêncio durante inspeções realizadas por órgãos de fiscalização.

A Justiça autorizou o afastamento do sigilo e a extração dos dados armazenados nos dispositivos eletrônicos apreendidos.

Os materiais serão analisados para auxiliar na identificação dos envolvidos e na apuração das responsabilidades.

A operação foi deflagrada pela Promotoria de Justiça da Comarca de Terra Roxa, com apoio do Núcleo Regional de Umuarama do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e do Centro de Apoio Técnico à Execução (Caex).


Fonte: O Presente

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