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MILHO SAFRINHA

Colheita do milho avança, mas clima reduz produtividade na região

Oeste já colheu boa parte da safra, mas perdas causadas pelo clima reduziram o rendimento das lavouras

Publicado em 07/08/2026 às 07:41
Atualizado em

(Foto: Ilustrativa/Magnific)

A colheita do milho safrinha segue em ritmo acelerado no Paraná, mas os resultados estão abaixo do esperado em diversas regiões do Estado.

Problemas climáticos registrados ao longo do ciclo da cultura reduziram a produtividade, e, agora, agricultores também enfrentam dificuldades para escoar a produção devido à demora no transporte dos grãos.

De acordo com o Departamento de Economia Rural (Deral), cerca de 52% dos quase 3 milhões de hectares cultivados com milho de segunda safra já haviam sido colhidos no Paraná até o início deste mês.

A estimativa atual é de uma produção próxima de 17 milhões de toneladas, volume inferior ao previsto no início do plantio em razão das perdas registradas durante a safra.

Oeste concentra ritmo acelerado da colheita

Na região de Cascavel, que abrange 28 municípios do Oeste do Paraná, os trabalhos estão mais adiantados. Mais de 75% da área plantada, equivalente a aproximadamente 467 mil hectares, já foi colhida.

A expectativa é de uma produção de 2,95 milhões de toneladas, sendo que somente o município de Cascavel deve responder por cerca de 630 mil toneladas.

Apesar do bom andamento da colheita, a qualidade das lavouras varia. Segundo dados da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab), cerca de 60% das áreas são consideradas boas, enquanto 25% apresentam condição regular e 15% foram classificadas como ruins.

O principal fator para a redução da produtividade foi o clima. As geadas registradas durante a safra e o excesso de chuva no período de polinização favoreceram o surgimento da gibberella, doença causada por fungos que compromete a formação e a qualidade dos grãos, reduzindo o rendimento das lavouras.

Outro desafio enfrentado pelos produtores nesta fase é a logística. Em muitas propriedades, a demora no retorno dos caminhões obriga a interrupção da colheita, deixando máquinas paradas e aumentando o risco de perdas caso ocorram novas chuvas antes da retirada do milho das áreas cultivadas.

Mesmo diante da menor produção, o mercado apresentou um comportamento diferente do esperado.

Segundo o Deral, a saca de milho está cotada em torno de R$ 55, valor acima do normalmente observado durante o pico da colheita. O cenário é atribuído, principalmente, às condições do mercado internacional, que influenciaram os preços também no Brasil.

Fonte: Portal da Cidade Santa Helena com informações Catve

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