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Novas regras da CNH podem reduzir custos e mudar formação de motoristas em Santa Helena

Mudanças ampliaram a procura pela primeira habilitação e reduziram o tempo e o custo estimado para obter o documento no país

Publicado em 11/09/2026 às 10:13

(Foto: Ilustrativa/Magnific)

A procura pela primeira Carteira Nacional de Habilitação (CNH) aumentou significativamente em 2026 após mudanças nas regras para obtenção do documento.

Entre janeiro e agosto, cerca de 2 milhões de brasileiros conseguiram a primeira habilitação, número 17,1% maior que o registrado no mesmo período de 2025.

Os dados foram divulgados na última quinta-feira (10) pelo Ministério dos Transportes e mostram também um forte crescimento no número de pessoas que deram início ao processo.

Foram 7,3 milhões de solicitações nos primeiros oito meses deste ano, contra 2,3 milhões no mesmo período do ano passado, avanço de 216%.

Para quem pretende tirar a carteira em Santa Helena, as alterações representam uma mudança importante no processo, principalmente pela possibilidade de reduzir os gastos e o tempo necessário para concluir a habilitação.

Processo ficou mais barato e rápido

Uma das principais alterações foi o fim da obrigatoriedade de realizar todas as aulas em uma autoescola. Também houve redução da carga mínima de aulas práticas, que passou de 20 para duas horas.

Segundo o Ministério dos Transportes, o custo médio estimado para obter a habilitação nas categorias A e B caiu de R$ 3.169, valor calculado em outubro de 2025, para aproximadamente R$ 1.265, em levantamento realizado em abril de 2026.

A categoria AB permite ao motorista conduzir tanto motocicletas quanto automóveis.

Outro reflexo apontado pelo governo foi a redução no tempo necessário para concluir o processo. A mediana — valor que divide os candidatos em dois grupos iguais — caiu de 210 dias entre janeiro e agosto de 2025 para 147 dias no mesmo período deste ano.

Procura aumentou entre motoristas mais velhos

O crescimento na emissão da primeira CNH ocorreu em diferentes faixas etárias, mas foi mais expressivo entre pessoas acima dos 45 anos.

Entre os candidatos de 45 a 54 anos, o aumento foi de 37,4%. Já entre aqueles com 55 anos ou mais, a alta chegou a 53,4%.

Entre os mais jovens, o crescimento foi menor: 11,9% entre pessoas de 18 a 20 anos e 6,6% na faixa de 21 a 24 anos.

As mulheres também representaram uma parcela significativa desse avanço. Ao todo, 1,2 milhão de mulheres obtiveram a primeira habilitação, crescimento de 18% em relação ao mesmo período de 2025.

Paraná acompanha mudanças nacionais

O Ministério dos Transportes informou que o processo de adaptação às novas regras ocorreu de maneira diferente entre os estados. Os sistemas dos Departamentos Estaduais de Trânsito (Detrans) precisaram ser ajustados para permitir a aplicação do novo modelo.

Ao todo, 13 estados estão sob fiscalização por possíveis descumprimentos das novas regras, incluindo São Paulo. O Paraná não aparece entre os estados citados no balanço como aqueles que registraram queda na emissão da primeira habilitação.

Nacionalmente, os maiores crescimentos na emissão da primeira CNH foram registrados na Paraíba, com alta de 77%, em Sergipe, com 69,5%, e no Acre, com 55,4%.

Governo estima economia de bilhões

Com a flexibilização, o governo federal calcula que os brasileiros tenham economizado R$ 9,64 bilhões, considerando redução de despesas diretas e indiretas e outras estimativas.

Entre as medidas está o limite de R$ 180 para os exames médico e psicológico, que, segundo o ministério, gerou uma economia estimada de R$ 414,6 milhões aos candidatos.

Outra mudança ocorreu no acesso ao conteúdo teórico. O aplicativo CNH do Brasil passou a oferecer gratuitamente materiais online para preparação dos candidatos para a prova.

O número de cursos realizados na plataforma mais que dobrou, passando de aproximadamente 2 milhões para 4,4 milhões.

Autoescolas contestam mudanças

As novas regras também provocaram mudanças no mercado de formação de condutores. A possibilidade de contratação de instrutores autônomos foi criticada pelo setor de autoescolas, que apontou risco de redução na demanda pelos serviços.

De acordo com o Ministério dos Transportes, 478 autoescolas encerraram as atividades até agosto de 2026, contra 266 no mesmo período do ano passado.

O governo afirma, porém, que os encerramentos foram voluntários e não representam, necessariamente, falências ou uma crise no setor.

Até agosto, apenas 13,2% das aulas práticas haviam sido realizadas por instrutores autônomos.

A expectativa do governo federal é ampliar em 25% o número de novos motoristas habilitados nos próximos cinco anos. A medida também busca reduzir o número de pessoas que dirigem sem carteira, estimado atualmente em cerca de 20 milhões de brasileiros.

Fonte: Portal da Cidade Santa Helena com Bem Paraná

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