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FALSO JUIZ

Casal cai em golpe pelo WhatsApp e perde mais de R$ 160 mil na região

Criminoso se passou por autoridade judicial, convenceu vítimas a fazer empréstimos e realizar transferências via Pix para liberar veículo

Publicado em 25/06/2026 às 08:34

(Foto: Portal da Cidade Santa Helena com uso de IA)

Um casal procurou a Polícia Militar na noite de ontem (24) após ser vítima de um golpe de estelionato que resultou em um prejuízo de aproximadamente R$ 164 mil em Marechal Cândido Rondon.

De acordo com o boletim de ocorrência registrado na 2ª Companhia do 19º Batalhão da Polícia Militar, os criminosos entraram em contato com a esposa da vítima por meio do aplicativo WhatsApp, se passando por um juiz de direito responsável por um suposto processo judicial relacionado a um leilão de veículo do qual o casal seria parte interessada.

Durante a conversa, o estelionatário alegou que seria necessário realizar pagamentos para que o veículo pudesse ser liberado. Convencida pela falsa narrativa, a vítima efetuou uma série de transferências via Pix para uma mesma chave cadastrada pelos golpistas.

Segundo o relato à polícia, inicialmente foi realizado um empréstimo de R$ 100 mil. Em seguida, foram efetuados três pagamentos nos valores de R$ 30 mil, R$ 29.999,99 e R$ 39.999,99.

Posteriormente, o casal contratou um novo empréstimo, desta vez de R$ 50 mil, e realizou mais três transferências via Pix nos valores de R$ 40 mil, R$ 8.500 e R$ 16 mil.

Ao perceberem que haviam sido enganados, as vítimas entraram em contato com a instituição financeira para solicitar o bloqueio das contas envolvidas na transação e tentar minimizar os prejuízos.

A Polícia Militar orientou o casal a reunir todos os comprovantes, mensagens e demais evidências relacionadas ao golpe para apresentação à Polícia Civil, que ficará responsável pela investigação do caso.

O boletim de ocorrência foi encaminhado à 47ª Delegacia Regional de Polícia (DRP) de Marechal Cândido Rondon para as providências de polícia judiciária.

A polícia reforça o alerta para que a população desconfie de contatos que solicitem pagamentos urgentes, especialmente quando feitos por aplicativos de mensagens.

Em casos envolvendo processos judiciais, a recomendação é confirmar qualquer informação diretamente com advogados, órgãos oficiais ou tribunais antes de realizar transferências financeiras.

Fonte: Polícia Militar

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