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ALERTA HIDROLÓGICO

Chuvas volumosas colocam Oeste em monitoramento até o fim do mês

Itaipu prevê chuvas de até 350 milímetros até o dia 30 de outubro e monitora rios da região

Publicado em 22/10/2026 às 07:57
Atualizado em

(Foto: William Brisida/Itaipu Binacional )

A previsão de chuvas volumosas até o dia 30 de outubro mantém o monitoramento das condições dos rios na região Oeste do Paraná.

Segundo boletim do Simepar divulgado na quarta-feira (21), os acumulados podem ultrapassar 300 a 350 milímetros em pontos da área de interesse da Itaipu Binacional.

As chuvas mais intensas são esperadas na região do Baixo Iguaçu, nas proximidades do reservatório da usina e nas bacias de rios que contribuem para o aumento do volume de água na região, especialmente os rios Ivaí e Piquiri.

Na quarta-feira (21), o Rio Paraná atingiu 116,90 metros acima do nível do mar, um pouco acima da marca registrada no dia anterior.

A Itaipu mantinha abertas duas calhas do vertedouro, estrutura usada para liberar água do reservatório, com vazão média de 14,5 milhões de litros por segundo.

Monitoramento envolve Brasil e Paraguai

A Comissão Especial de Cheias da Itaipu e órgãos governamentais brasileiros e paraguaios acompanham a situação.

Em Foz do Iguaçu e nas áreas próximas, a orientação é consultar os boletins hidrológicos da usina e acompanhar os comunicados da Defesa Civil, principalmente para quem vive perto dos rios.

Pessoas que já foram retiradas de áreas de risco devem permanecer nos locais seguros para onde foram encaminhadas, conforme a recomendação da Itaipu.


Chuvas no Iguaçu também influenciam o nível do Paraná

A operação da usina permite regular a quantidade de água liberada pelo reservatório, dentro dos limites operacionais, contribuindo para a gestão das cheias no trecho do Rio Paraná abaixo da barragem.

No entanto, a Itaipu não controla o volume de água do Rio Iguaçu, que deságua no Paraná depois da usina.

Quando a vazão do Iguaçu aumenta muito, a água encontra maior dificuldade para escoar na confluência dos dois rios. Esse fenômeno, chamado de remanso, pode contribuir para elevar o nível do Paraná.

De acordo com o coordenador da Comissão de Cheias da Itaipu, o engenheiro Paulo Zanelli Jr., as grandes cheias registradas em 1992, 1983 e 2014 contribuíram para aperfeiçoar os procedimentos de monitoramento e preparação das equipes, com foco na segurança da barragem e na redução dos impactos à população.

A situação segue sob acompanhamento, diante da previsão de chuva expressiva para os próximos dias.

Fonte: Itaipu Binacional

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