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INVESTIGAÇÃO ABERTA

Investidores denunciam possível golpe milionário na região

Pelo menos 18 pessoas, entre militares e civis, afirmam ter investido no grupo investigado

Publicado em 09/06/2026 às 17:51
Atualizado em

(Foto: Reprodução/Catve)

Um grupo de pessoas que teria investido em um fundo de desenvolvimento ou de rendimento financeiro aparentemente pode ter caído em um golpe. A polícia já está começando a investigar.

O que chama a atenção é que pode haver envolvimento de policiais e ex-policiais nesta situação.

A expectativa de lucro está virando um pesadelo para o grupo de investidores, que procurou um escritório de advocacia para denunciar o que, a princípio, pode ser um golpe financeiro.

O caso começou em janeiro de 2025, quando três policiais militares formaram um grupo para investir na Bolsa de Valores. Cada um dos membros investiu um valor definido e, como eram conhecidos, conseguiram atrair a atenção de mais pessoas, de dentro e de fora da corporação militar.

Até mesmo oficiais do comando aportaram recursos, acreditando que o negócio era lícito. Mas o sonho começou a ruir no início deste ano, quando um dos investidores civis questionou o investidor oficial do grupo sobre os rendimentos e recebeu, através do WhatsApp, um grande número de extratos bancários mostrando lucros de até 7% ao mês. E o que começou com R$ 1 milhão já passava de R$ 4 milhões.

No entanto, no último extrato, o valor na conta era de pouco mais de R$ 6,00. Ou seja, o dinheiro sumiu, colocando em dúvida todo o investimento de pelo menos 18 pessoas já identificadas entre militares e civis.

(Imagem: Reprodução/Catve)

E o que é pior: dois dos três policiais pediram baixa da Polícia Militar e hoje têm uma vida luxuosa, como conta um homem que prefere não se identificar porque foi um dos primeiros a investir e pode ser confundido com um dos prováveis responsáveis pelo possível golpe.

"Desde o início de 2025, todos os documentos mostravam a veracidade dos fatos. Porém, agora, depois que foi descoberto que, me parece, estavam constituindo um grupo paralelo, em determinado momento o operador veio a público mostrando os supostos extratos bancários dele, que não condizem com a realidade. Aí é onde gera a dúvida: quais extratos, afinal de contas, são os verdadeiros", disse a vítima.

O que deixa os investidores mais preocupados é que todas as informações sobre depósitos, lucros, perdas e saldos na conta eram repassadas pelo WhatsApp, e alguns membros foram retirados do grupo quando começaram a questionar a situação.

(Imagem: Reprodução/Catve)

Os advogados deste grupo em questão devem registrar um boletim de ocorrência ainda esta semana para fortalecer a investigação.

"A partir de agora, a gente já colheu a documentação, vai levar até a autoridade policial, relatar tudo isso, transformar em boletim de ocorrência, demonstrar tudo o que a gente está alegando para que haja, no futuro, um processo criminal, onde o Ministério Público deva indiciar esses autores", contou Vinicius Raini, advogado das vítimas.

O caso ainda está no início da investigação. Por enquanto, as possíveis vítimas estão se apresentando na Delegacia de Estelionato para prestar depoimento. Só depois disso é que o delegado decide se apresenta ou não uma denúncia formal ao Ministério Público.

(Imagem: Reprodução/Catve)

Fonte: Catve

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