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CRIME ORGANIZADO

Operação contra tráfico na região mira grupo que movimentou mais de R$ 28 milhões

Ação mira grupo familiar suspeito de enviar drogas e armas ao Rio de Janeiro; mandados são cumpridos em três cidades da região

Publicado em 18/09/2026 às 08:53

(Foto: Divulgação/Polícia Civil)

Uma operação da Polícia Civil do Paraná (PCPR) contra uma organização criminosa investigada por tráfico de drogas, transporte ilegal de armas e lavagem de dinheiro mobiliza equipes nesta sexta-feira (18) em diferentes estados.

Na região, os mandados são cumpridos em Foz do Iguaçu, São Miguel do Iguaçu e Santa Terezinha de Itaipu.

Ao todo, a Justiça expediu 14 mandados de prisão preventiva e 14 de busca e apreensão. Além das três cidades do Oeste, a operação também ocorre em Maringá e em endereços dos estados de São Paulo e Rio de Janeiro.

A investigação aponta que integrantes de uma mesma família estariam envolvidos em uma estrutura responsável por transportar grandes carregamentos de entorpecentes e armamentos do Paraná para criminosos no Rio de Janeiro.

Também foram determinadas restrições patrimoniais. A Justiça autorizou o bloqueio de 21 contas bancárias e aplicações financeiras, limitado a R$ 10 milhões, além de medidas judiciais envolvendo 19 veículos relacionados aos investigados.

Investigação começou após prisão de traficante

As apurações tiveram início em fevereiro deste ano, a partir de provas relacionadas à prisão de um traficante ocorrida em dezembro de 2025. Segundo a PCPR, ele participava do transporte de drogas e armas entre Curitiba e o Rio de Janeiro.

Após a prisão, os investigadores identificaram outro suspeito que teria assumido a logística dos carregamentos pelo eixo Maringá–Curitiba–Rio de Janeiro. A polícia afirma que a companheira e os quatro filhos dele também teriam desempenhado funções dentro da estrutura investigada.

Durante o avanço da investigação, uma ação realizada em Campo Largo, no dia 18 de junho, resultou na apreensão de aproximadamente 459 quilos de cocaína e crack, além de um fuzil calibre 5,56 mm, nove pistolas 9 mm e peças de armamentos calibre 7,62 mm. Dois integrantes do núcleo familiar foram presos enquanto parte da carga era transferida de um caminhão para outro veículo.

Onze dias depois, outro carregamento relacionado à investigação foi interceptado em Ourinhos, no interior de São Paulo. Na ocasião, foram apreendidos 18 fuzis, carregadores e drogas.

Drogas e armas eram transportadas em caminhões

Conforme a PCPR, os investigados utilizariam empresas de transporte para esconder drogas e armamentos entre mercadorias regulares.

Veículos que atuavam como “batedores” também fariam parte da logística, percorrendo as rodovias antes dos caminhões para informar sobre fiscalizações e presença policial.

A investigação aponta ainda o uso de identidades falsas, empresas de fachada e terceiros para esconder patrimônio e movimentar recursos.

A análise financeira encontrou cerca de R$ 28,8 milhões em créditos movimentados pelos investigados, quantia considerada incompatível com a renda oficialmente declarada.

Uma das empresas vinculadas ao grupo recebeu R$ 2,5 milhões em 2025, enquanto outra movimentou R$ 4,2 milhões entre 2025 e 2026, apesar de ter declarado faturamento pouco superior a R$ 34 mil.

Outra empresa investigada, do ramo de serralheria e vidraçaria, teria movimentado mais de R$ 17 milhões em 2025 e é apontada pela polícia como parte da ligação financeira entre o núcleo paranaense e criminosos do Rio de Janeiro.

As apurações também identificaram a aquisição de uma aeronave, a construção de um hangar em Foz do Iguaçu e a compra de uma cota em um clube de voo no interior paulista, avaliada em R$ 989,5 mil.

A operação desta sexta-feira busca reunir novas provas, identificar outros envolvidos e atingir a estrutura financeira e logística utilizada pelo grupo investigado

Fonte: Portal da Cidade Santa Helena com informações do Catve

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